
Em 1978, a praia de São Lourenço era mais uma faixa de areia no litoral de Bertioga. Bela, preservada pelos proprietários da gleba, mas sem infraestrutura, sem planejamento e sem nenhum indício do que se tornaria nas décadas seguintes.
Um ano depois, os diretores das empresas proprietárias da área fizeram um voo de helicóptero sobre o terreno. No ar, avistaram o Rio Itapanhaú e perceberam que, se uma ponte fosse construída sobre ele, toda a extensão do litoral norte paulista se tornaria acessível. Naquele mesmo voo, iniciaram os entendimentos com a Sobloco Construtora para urbanizar os 9 milhões de metros quadrados à beira-mar.
O contrato foi assinado em agosto de 1979. A Riviera de São Lourenço nascia como projeto.
O que diferencia a Riviera de praticamente todo outro destino de praia no Brasil começa nesse dado: o bairro foi planejado por uma única empresa, a Sobloco Construtora, e implantado sob a responsabilidade dessa mesma empresa por mais de quatro décadas consecutivas.
Isso não é um detalhe administrativo. É a explicação estrutural para tudo que define a Riviera como um ambiente à parte no litoral brasileiro.
Quando um destino cresce de forma orgânica, sem planejamento centralizado, cada proprietário constrói segundo seus próprios critérios, cada gestão municipal arbitra conflitos de interesse, e o resultado acumulado ao longo do tempo é a despadronização gradual que degrada qualquer ambiente urbano. Foi o que aconteceu com a maioria das praias do litoral paulista e com boa parte dos destinos de praia do país.
Na Riviera, os arquitetos Oswaldo Corrêa Gonçalves e Benno Perelmutter definiram um Plano Urbanístico que estabeleceu regras claras de recuos, taxas de ocupação, alturas máximas de construção e distribuição de usos por módulo. Essas regras foram respeitadas desde 1979 e seguem sendo fiscalizadas até hoje. O bairro que existe agora é o bairro que foi projetado. Isso é raro no Brasil.
Em 1982, a Sobloco, junto com as empresas proprietárias da área, criou a Associação dos Amigos da Riviera, entidade sem fins lucrativos mantida pela contribuição compulsória de todos os proprietários de imóveis do bairro.
A Associação é o que garante que a Riviera funcione como um organismo vivo e bem administrado, e não como um aglomerado de imóveis com serviços públicos precários.
Ela opera hoje com mais de 500 funcionários registrados, entre engenheiros, arquitetos, biólogos, técnicos e administradores. É responsável pela segurança 24 horas nas áreas públicas, pela operação de um sistema próprio de captação, tratamento e distribuição de água, pela coleta e tratamento de 100% do esgoto gerado no bairro, pela coleta seletiva que processa em média 22 toneladas de recicláveis por mês, e pela manutenção de mais de 7 quilômetros de ciclovias e 14 mil metros de calçadas.
Em mais de 40 anos de operação, nunca faltou água na Riviera. A praia mantém sistematicamente a bandeira verde da CETESB.
Nenhum outro destino de praia no litoral paulista tem uma estrutura de gestão urbana comparável a essa.
Em dezembro de 2000, o Sistema de Gestão Ambiental da Riviera de São Lourenço recebeu a certificação ISO 14001, expedida pelo órgão ABS Quality Evaluations. Foi a primeira certificação desse tipo concedida a um projeto de desenvolvimento urbano em todo o mundo.
A ISO 14001 não é uma certificação decorativa. Ela exige auditoria periódica rigorosa de todas as práticas ambientais do empreendimento, verificando conformidade com a legislação, controle de poluição e melhoria contínua dos sistemas de gestão. Mantê-la por mais de 20 anos consecutivos é uma demonstração prática de que o projeto funciona como foi concebido.
O reconhecimento foi além do Brasil. A Riviera foi apresentada como modelo de desenvolvimento sustentável em conferências internacionais em Viena, Buenos Aires e Punta del Este ainda nos primeiros anos do projeto.
A Riviera preservou quase um terço de sua área total para áreas verdes e institucionais. Quem percorre o bairro entende o efeito disso: as ruas são largas e arborizadas, há distância real entre os edifícios, a vegetação da Mata Atlântica aparece em faixas preservadas entre os módulos, e a praia tem 4,5 quilômetros de faixa de areia organizada e limpa.
Nos módulos turísticos mais próximos da orla, as alturas máximas de construção foram definidas para que os edifícios não criem uma barreira visual ou bloqueiem a ventilação. Nos módulos residenciais, a baixa densidade garante silêncio e privacidade. Na zona mista, o crescimento acontece de forma ordenada, sem os impactos de uma expansão desordenada.
Tudo isso foi decidido em 1979 e mantido desde então. A Riviera que existe hoje é, em grande medida, a Riviera que foi projetada.
Jurerê Internacional, em Florianópolis, é frequentemente citado como comparável à Riviera em termos de padrão e exclusividade. É um destino sofisticado, bem posicionado, com imóveis de alto padrão e um mercado de temporada relevante. Mas foi desenvolvido de forma diferente, sem o mesmo grau de controle urbanístico centralizado, e sem a estrutura de gestão ambiental certificada que a Riviera mantém.
Angra dos Reis tem beleza natural incomparável e alguns dos imóveis mais caros do litoral brasileiro, mas cresceu de forma muito menos planejada, com ocupação fragmentada por condomínios isolados sem uma gestão urbana unificada.
O Guarujá, a opção de praia mais próxima de São Paulo, opera em um patamar de preço e de infraestrutura completamente diferente, com m² médio que fica abaixo da metade do registrado em Bertioga.
A Riviera não é apenas um bairro caro. É um bairro que funciona da forma como foi planejado, com governança ambiental certificada internacionalmente e uma estrutura de gestão urbana que mantém a qualidade do ambiente ao longo do tempo. Essa combinação, em um destino à beira-mar a 120 quilômetros de São Paulo, não existe em outro lugar no Brasil.
Para o comprador de alto padrão, a exclusividade da Riviera não é apenas um atributo de marketing. É uma garantia estrutural de que o ambiente onde o imóvel está localizado vai continuar sendo o que é.
A gestão centralizada impede a degradação gradual que afeta outros destinos ao longo do tempo. As normas urbanísticas garantem que o vizinho não vai construir algo fora do padrão que comprometa a qualidade do conjunto. A infraestrutura própria garante que os serviços essenciais funcionem independentemente das variações da gestão municipal.
Um imóvel na Riviera está inserido num sistema que foi projetado para durar, e que tem um histórico de mais de 40 anos demonstrando que funciona.
Coast Riviera Imóveis — Curadoria imobiliária de alto padrão.
Riviera de São Lourenço, Bertioga, São Paulo


